O velho caminhava com passos lentos, admirando pela milésima vez, os prédios da cidadezinha que havia parado no tempo; o centro histórico era tombado pelo Patrimônio Nacional. Não se cansava de repetir o passeio porque, sofrendo de déficit de atenção, tudo que olhava, para ele, era sempre a primeira vez.
Jamais guardava uma fisionomia, um nome, um número de telefone e, já acontecera, até o número de sua própria residência.
Qualquer pessoa que o olhasse com atenção ele cumprimentava como se fora um velho conhecido sem ter a mínima idéia de quem era o possível interlocutor.
Aparência saudável, calvo, alto para os padrões locais. Atlético, olhos verdes, um sorriso que revelava dentes naturais. Não conhecia ninguém, mas era conhecido. Praticara musculação e hidroginástica nos últimos seis anos, trocou pela Internet, o dinheiro era muito pouco e academia saia muito caro.
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Ele estava no espaço sideral como sempre, quando foi chamado à atenção por uma mulher bem mais baixa, jovem, rosto belo, olhos escuros, cabelos pretos e um sorriso colgate de anúncio da Seleção.
- Não apareceu mais seu Romeu?
- ?
- Lembra-se de mim? Da academia....
- A Senhora quer que diga a verdade?
- Claro!
- Em primeiro lugar não sou senhor de coisa nenhuma. Romeu, tá?
Ela sorriu, segurou o braço dele.
- Sim Romeu.
- Em segundo lugar, saí da musculação porque, sou muito distraído...
Ela desceu a mão, chegou até quase a mão dele, um olhar maternal.
- Não entendo Romeu, você me estimulava com seu olhar do tipo não olhando.
Ele a olhou firme nos olhos, ela se manteve firme, ganhou a primeira rodada.
- Bem, a verdade é que Mirella... É que os cabelos negros descendo até o piso... Um movimento sensual... Fascinava-me... E eu saí de mansinho...
Ele imaginou que ela sairia pela tangente, as sobrancelhas espessas e negras se aproximaram numa expressão de administrada surpresa. Ele relaxou...
- Nada disto Romeu! Esta história não está bem contada, discretamente a gente se curtia. Você é um velho gatão e eu até gostaria de ter você como amigo.
- Você é bondosa, eu detesto ser amigo de mulher. Este meio termo impossível.
- Romeu, tu es do tipo culto, bem informado e na minha terra, o Rio Grande do Sul, país que faz divisa com o Brasil, a gente vai direto ao assunto!
Ela sorriu um sorriso destravado mostrando intimidade e cumplicidade. Ele também era do Rio Grande, Porto Alegre. Não tinha sotaque, ela, também. Ela desceu para a mão; a dela quente, a dele fria, mas mais atrevida apertou a mão que o acariciava.
- Estou a sua disposição Marlene. O que tiver ao meu alcance pode contar comigo.
- Até uma fantasia?
- Claro, sem problemas...
- Nada de mais, meu marido conhece você do banheiro e eu tenho sua ficha completa. Assume tuas limitações, não canta vantagem, não fala sobre futebol nem mulher. Tu disseste sem receio nenhum que os bombeiros – rindo – são uma sessão de frustração de paus. – e largou uma sonora gargalhada, chegando-se próxima a ele e tocando os biquinhos rígidos na parede que se escondia atrás da camisa de linho.
- Então vamos direto ao que interessa tchê! Simples, eu te vi na comunidade BDSM iniciantes e quero fazer uma sessão de Domme e Sub.
Ele abriu um largo sorriso de cumplicidade total.
- Entre quatro paredes e uma sessão experimental eu topo.
- Tudo?
- Não, eu não suportaria nada anti-higiênico. Com higiene qualquer coisa me serve.
- Neste caso, estamos afinados. Mas, lembre bem. Só nisto.
Ele pensou: “não há dúvida, Deus é realmente meu Amigo.” E conhecendo as regras viu que ela largara sua mão e até estava mais alta arriscou a quase pergunta:
- A Senhora manda e eu obedeço...
- Você será meu escravo na hora em que estivermos entre quatro paredes. Fora disto, nosso relacionamento vai ser distante, formal e amistoso, você tem idade para seu meu pai e é por isto que eu o escolhi. Vá até tua parada de ônibus circular para a Academia amanhã às 13h40min da tarde e me espere. Eu passo de carro e levo você.
Sorriu um sorriso lindo. Atraiu-o. Veio-lhe uma inexplicável ereção. Ela lhe deu um beijo molhado na boca algo que ele há muitos anos não sentia. Ficou estático. Lágrimas miúdas de prazer e alegria.
Ela se afastou rapidamente e entrou na primeira porta à esquerda.
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- Escravo você entendeu tudo?
- Sim Senhora - e baixou a cabeça.
Embora iniciante, notou que ela não era tão experiente assim. Não conseguia revelar frieza e estava visivelmente nervosa.
- Ajoelhe-se para colocar a corrente! Humm, não escutei nada!
- Sim Senhora minha Ama.
Ele se ajoelhou pela primeira vez em muitos anos. Ela colocou a coleira um tanto abruptamente, suportou firme o desconforto.
- Agora, de quatro! Ande seu cachorro imundo!
- Sim Senhora minha Ama.
- Acue vagabundo!
- Perdoe Senhora minha Ama como um vira-latas ou um pit bull?
Silêncio...
Ele se levantou ágil como um gato – ela ficou atônita – e lhe deu a primeira bofetada, mais simbólica que uma pancada de verdade. Mas foi quase um telefonaço se tivesse sido com as duas mãos.
- Agora sua putinha tu vais obedecer ao teu pai ou não?
Silêncio...
Outro tabefe mais forte.
- Vou obedecer sim Paisão querido! – suplicando manhosa como uma criancinha – eu faço tudo o que o Senhor quiser.
- Como? - um beliscão no seio direito forte para doer um pouco.
- Sim Paisinho.
Ele se mostrou surpreso. Marlene rapidamente se transfigurou.
Foi até a mochila e tirou um mamilo postiço e um falo realístico de tamanho descomunal com uma sunga apropriada para sobrepor sobre pau ou buceta. Colocou um chapeuzinho vermelho. Sorriu.
Chupou o mamilo direito dele, ajoelhou-se, lambeu a cabeça da glande do pau dele semi-ereto. O Cabeção a fascinou. Ameaçou introduzir o cabeção ente os lábios.
- Aiiiiiiiiiii Paisinho, não me bate!!!
Sentiu o peso da corrente batendo de leve na sua bunda. Seu clitóris se refugiou dentro da proteção, estava a um passo de um orgasmo. Tremeu. Gemeu. Levou um correntaço um pouco mais forte.
- Uhiiiiiiiiiiiiiii Paisinho amado, eu suplico...
Colocou o pênis postiço e a sunga. Pegou suspirando o caralho dele para adentrá-lo na cavidade da prótese.
E agora cadelinha? Ele interrompeu uma possível divagação.
Ela foi até a cama, deitou-se de costas. Estava derramando líquido da buceta...
Ele pensou excitadíssimo “ esta mulher é Ninfo. Obrigado meu Deus.”
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De repente ficou tudo nublado... A visão vai se turbando aos poucos... Pietra emerge de um sono-sonho-pesadelo.
O sol de Torres está cretinamente acariciando sua bunda, o calor, a buceta. Ela chorando como uma carpideira em velório de coronel, um tesão que percorria o cu, entrava pela buceta, sacodia o grelo, entrava pelo útero e ia sair lá em cima nos seios. Convulsa a língua molha os lábios.
O suor escorria pelas coxas. O dog eufórico a chamava com lambidas (hora de comida).
- Acorda menina, está na hora do café! Estás chorando como louca!
- Tive um sonho deliciososo mãe.
- Nem me diz. Deve ser de tua mania de escrever sobre estas coisas...